O Presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Senhor Eugénio Veiga, foi eleito, para a Comissão Política Regional do seu partido na ilha do Fogo! Sem subterfúgios nem rodeios, o facto é que ele foi eleito! Não me parece ser ele o culpado pela não existência de lista alternativa e/ou de alguém que interessasse pelo cargo.
O “Zé Povinho” certamente não esteve preocupado com as eleições directas, pois, pela sua vivência diária, sabe perfeitamente que é a corrida ao tacho o responsável pela divisão interna, não assumida por alguns, mas que ditaram a fraca afluência às urnas durante o dia da votação pela CPR do Fogo.
Se de entre os 2.961 militantes recenseados, só 1.407 (47,5%) exerceram o seu direito de voto, significando que 1.554 (52,5%) inscritos não foram às urnas, como diz o semanário Asemana online, acrescentando que Eugénio Veiga obteve, no entanto, 1.370 (97,4%) votos favoráveis dos 1.407 membros que exerceram o seu direito de voto. Sendo que, destes, 22 (1,6%) votaram contra, 5 (0,4%) em branco e 10 (0,7%) nulos. Ou se nos Mosteiros, onde há maior número de militantes, só 30% foram exercer o seu direito de voto, demonstrando a perca de popularidade de EV na ilha e alguma descrença dos tambarinas no seu partido na ilha do Vulcão, é algo que preocupa o partido africano, ao “Zé Povinho” o que lhe preocupa é o desemprego, a não existência de cuidados de saúde, a insegurança alimentar e falta de oportunidades para continuação de estudos dos seus filhos em idade estudantil.
Durante a história da ilha do Fogo, conhecemos várias passagens em que o exercício de poder...autoritário, ditatorial... e, portanto, (in)compreensível que se tenham dado o direito a alguns caprichos... mas naqueles tempos não haviam eleições e o poder vinha de cima, agora ele vem de baixo! Portanto pertence ao “Zé Povinho”! Ele é quem ditará as regras, desde que assim queira!
Chegou a hora de os nossos políticos, particulamente os mais graúdos entenderem que a população do Fogo também sabe destinguir o verde do maduro, o branco do preto e não tratá-la por ovelhas que são sempre conduzidas ao matadouro: sem se reagirem!
Quem chegar à chefia por meio do voto popular, deve cumprir as suas promessas de campanhas, caso contrário cairá no descrédito político e, o resultado já o sabemos !
É só clamar um BASTA e unir a força popular para colocar rédeas nesses MAMADORES disfarçados de salvadores da ilha!
As últimas eleições à CPR do Fogo deve servir de sinal de descontentamento com o partido africano e os seus líderes, alertando-lhes que é preciso trabalhar as bases e praticar aquilo que Amilcar Cabral deixou escrito:
• Acabar com todas as formas de sujeição das populações a interesses degradantes em proveito de indivíduos ou de grupinhos;
• Acabar com a pobreza, a ignorância e o medo;
• Garantir o trabalho aos que podem trabalhar;
• Destribuir os recursos do país de forma equitativa para o povo;
• Garantir pão para todas as bocas, proteger os jovens e os idosos, combater as doenças e garantir assistência aos deficientes;
• Desenvolver o sistema de ensino, liceal, técnico e superior em benefício de todos os filhos, sem a destinção de ser rico ou pobre, do campo ou da cidade.
Há que pensar o desenvolvimento da ilha e seu o enquadramento político-social não apenas de quatro em quatro anos, mas sim durante o dia-a-dia!
Para terminar, vai um cheirinho daquilo que nos recomenda o Zeca Pagodinho, um ilustre irmão brasileiro, para as próximas eleições:
Eu moro numa comunidade carente
Lá ninguem liga prá gente
Nós vivemos muito mal
Mas esse ano nós estamos reunidos
Se algum candidato atrevido
For fazer promessas vai levar um pau
Vai levar um pau prá deixar de caô
E ser mais solidário
Nós somos carentes, não somos otários
Prá ouvir blá, blá, blá em cada eleição
Nós já preparamos vara de marmelo e arame farpado
cipó-camarão* para dar no safado
que for pedir voto na jurisdição
É que a galera já não tem mais saco prá aturar pilantra
Estamos com eles até a garganta
aguarde prá ver a nossa reação
Deve-se pôr isso tudo em prática para ter sentido continuar votando, ou mudar definitivamente para o boicote ao voto, como fizeram os 1.554 (52,5%) inscritos que não foram às urnas para votar lista única desunida!
* Manduco na lingua'l Djarfogo!
Friday, September 4, 2009
Sunday, August 2, 2009
Mérito ou seu Inverso ?!?
- Será que gostarão de ouvir estas perguntas ? Muitos não gostarão!
- Será que o trabalho desenvolvido pelos deputados eleitos para a Assembleia Nacional agrada às populações que os escolheram? Não!
- Como poderá, passado mais de 3 décadas depois da independência, algumas ilhas, particularmente o Fogo e a Brava, continuarem com um leque vasto de carências por resolver ? Falta de vontade política, acrescido da não emancipação política das populações!
- Se se fizer uma sondagem às populações, tentando saber quais são as suas grandes preocupações/problemas, será que a maioria não dirá que desconhece a actuação dos deputados, em levar ao conhecimento da casa parlamentar a lista dos problemas que as afectam ? Certamente!
- Será que os deputados conhecem os povoados das ilhas onde foram eleitos ? Pela actuação parlamentar dos mesmos, presume-se que muitos [desconhecem] pouco conhecem!
- Qual tem sido a contribuição dos mesmos para o desenvolvimento dos povoados ? Muito aquém do esperado!
- Será que os deputados não podem/devem trabalhar mais em prol do desenvolvimento da região onde foram eleitos, mantendo um estreito diálogo com as respectivas autarquias ? Deviam!
- Será que existe iniciativa da parte das câmaras ? Muito pouca!
- Qual é a opinião dos presidentes das câmaras sobre esta matéria ? Varia, mas a maioria tende a seguir o discurso partidário!
- Será que também preferem defender os interesses partidários em vez dos interesses municipais, da ilha e da região ? À excepção de uns poucos, a maioria revê-se neste figurino!
- Será que os deputados tem apoiado as autarquías periféricas/pobres no desbloqueio de alguns problemas junto dos ministérios/instituições do governo na capital ? Alguns tentam, mas o peso político é reduzido!
- Caso existe essa boa vontade dos deputados, põe se uma outra questão, será que a voz deles é ouvida ? Raras vezes!
- Existe correspondência do executivo ? Duvidosa, pelo menos para com a maioria das ilhas!
- A quem delegar as culpas, se é que se pode falar nelas ? A todos. Ao executivo, aos deputados, à oposição e bem assim, às presidências das câmaras!
- Será que dentro de pouco tempo, com o aproximar das eleições, estes mesmos deputados não voltarão aos povoados, em nome dos respectivos partidos, à busca dos preciosos votos ? Certamente, pois povu ki põe povu ki ta tra!
- Lembro me que nalgumas, poucas intervenções, alguns deputados eleitos pela ilha do Fogo, afirmaram que ela apresenta das piores taxas de desemprego do país; um índice nutricional preocupante; uma taxa de electrificação rural à margem do todo nacional, particularmente no novel município de Santa Catarina no Fogo; uma cobertura deficitária em termos de liceus, que faz com que tenha salas do ensino secundário com uma média de 40 alunos, para além de outros elementos de avaliação bastante preocupantes. Será que estes problemas foram solucionados ? A maioria ainda persiste e, vai lá estar durante muitos largos anos!
- Terá esses problemas soluções ainda durante o mandato deste governo ? Não!
- Será que o receio de criar crispações políticas e de ser desagradável para com os parceiros partidários faz cair no esquecimento as reivindicações das populações ? Tem feito escola entre os nossos políticos!
- Será que o desenvolvimento da região Fogo-Brava não exige um total respeito público pelas aspirações das suas populações, fazendo-as chegar à casa parlamentar, onde o chefe do governo e os seus ministros, possam reconhecer/consciencializar da urgência de intervenção na região sul do arquipélago? Devia!
- Será que os deputados não devem ser responsabilizados pelas promessas das campanhas, na mesma proporcionalidade das suas actuações/realizações durante o respectivo mandato na AN ? Mais cedo mais tarde a população há de acordar e os votos transformar-se-ão num verdadeiro contrato entre os eleitos e os eleitores.
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About Me
Introducing Cape Verde
Most people only know Cape Verde through the haunting mornas (mournful songs) of Cesária Évora. To visit her homeland – a series of unlikely volcanic islands some 500km off the coast of Senegal – is to understand the strange, bittersweet amalgam of West African rhythms and mournful Portuguese melodies that shape her music.
It’s not just open ocean that separates Cape Verde from the rest of West Africa. Cool currents, for example, keep temperatures moderate, and a stable political and economic system help support West Africa’s highest standard of living. The population, who represent varying degrees of African and Portuguese heritage, will seem exuberantly warm if you fly in straight from, say, Britain, but refreshingly low-key if you arrive from Lagos or Dakar.
Hot Top Picks For Cape Verde
1 Mt Fogo
Huff to the top of this stunning, cinder-clad mountain, the country’s only active volcano and, at 2829m, its highest peak.
2 Mardi Gras
Down quantities of grogue, the rumlike national drink, and dive into the colour and chaos in Mindelo.
3 Santo Antão
Hike over the pine-clad ridge of the island, then down into its spectacular canyons and verdant valleys.
4 Windsurfing
Head to the beaches of Boa Vista, and fill your sail with the same transatlantic winds that pushed Columbus to the New World.
5 Traditional music
Watch musicians wave loved ones goodbye with a morna or welcome them back with a coladeira.
6 Cidade Velha
Becomes Cape Verde's first World Heritage site in June 2009.
The town of Ribeira Grande de Santiago, renamed Cidade Velha (Old Town) in the late 18th century, was the first European colonial outpost in the tropics.
Located in the south of the island of Santiago, the town features some of the original street layout impressive remains including two churches, a royal fortress and Pillory square with its ornate 16th century marble pillar.
It’s not just open ocean that separates Cape Verde from the rest of West Africa. Cool currents, for example, keep temperatures moderate, and a stable political and economic system help support West Africa’s highest standard of living. The population, who represent varying degrees of African and Portuguese heritage, will seem exuberantly warm if you fly in straight from, say, Britain, but refreshingly low-key if you arrive from Lagos or Dakar.
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Becomes Cape Verde's first World Heritage site in June 2009.
The town of Ribeira Grande de Santiago, renamed Cidade Velha (Old Town) in the late 18th century, was the first European colonial outpost in the tropics.
Located in the south of the island of Santiago, the town features some of the original street layout impressive remains including two churches, a royal fortress and Pillory square with its ornate 16th century marble pillar.
